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segunda-feira, 6 de abril de 2009

E Deus Criou a Mulher, no Ciclo de Cinema Histórico

Na última sexta assistimos ao filme 'E Deus Criou a Mulher' (FRA/ITA, 95 min., 1956), dirgido por Roger Vadim. Finalmente vi a tal de Brigitte Bardot atuando. Pra muitos a moça é considerada a mais bonita de todos os tempos, o que tenho lá minhas dúvidas. Certamente ela não é uma figura feminina qualquer, mas definições atemporais como essas, sobretudo em relação a um assunto (a beleza) que dificilmente conseguimos um acordo, considero um tanto exageradas.

Em relação ao filme, entendi o motivo da sua exibição, afinal a atriz principal era a dita loira, mas, em essência, esse tipo de cinema simplesmente contribui para consolidar um estereótipo da mulher como sendo algo 'demoníaco'. Poderia dizer ainda que vi nele um elogio à beleza, mas uma reafirmação de que o demônio veste a máscara de uma mulher, o que sabemos ser um equívoco, pois os homens muitas vezes também vestem a carapaça diabólica, se é que voces me entendem. A seguir, uma foto global da mesa:

A mesa formada por Marlete Golke (à esquerda), Camila (centro) e Vinicius (a esquerda). Os posicionados nos extremos da mesa foram responsáveis pelos comentários do filme.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Johnny Guitar, no Ciclo de Cinema Histórico

Johnny Guitar (EUA, 110 min., 1954), o filme de ontem exibido no ciclo, apresentava uma história incomum: uma mulher pistoleira (Joan Crawford) em um faroeste que historicamente foi dominado pelos homens. Só por isso já valia assiti-lo. Sempre ouvi falar bem do filme e fico imaginando o impacto que deve ter causado no momento de sua produção. Não por acaso esta película foi incluída em um ciclo sobre mulheres, apesar do título fazer referência ao personagem masculino. No filme, Guitar esconde sua identidade real, cujo sobrenome é Logan e a sua fama é de grande pistoleiro. Como foi dito no filme, ele era rápido no gatilho.

À propósito, quem conheceu a Editora Poder (que existiu entre 1990 e 1998) certamente se lembrará de Schol, o policial rápido no gatilho...

Agora, duas fotos da sessão de ontem:

A mesa composta por Humberta e Natacha

Natacha comtando Johnny Guitar

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Nós, as mulheres, no Ciclo de Cinema Histórico

Antes da fraca vitória do Brasil por 3 a 0 contra o Peru, assistimos no ciclo o filme Nós, as Mulheres (ITA, 95 min., 1953), sob a direção de cinco italianos: Luchino Visconti; Roberto Rossellini; Gianni Franciolini; Alfredo Guarini e Luigi Zampa. Nele estavam retratados momentos particulares da vida real de cada uma das atrizes (Alida Valli, Ingrid Bergman, Isa Miranda e Anna Magnani), além de um filme inicial que dava sentido às outras histórias (Quatro Atrizes: uma esperança).

Em um dos episódios, um taxista cobrava de uma das personagens a quantia de 1 lira para transportar o seu cachorro (por considerar que o animal não era 'de colo'). E como se sabe, agora nas viagens intermunicipais dentro do RS também é possível levar cães e gatos, desde que se pague a METADE do valor de uma passagem normal. Por exemplo: se a a viagem custa R$ 40,00 para um indíviduo da espécie homo sapiens, o seu respectivo animal de estimação paga exatamente R$ 20,00 para ser transportado. Como se vê, um aparente absurdo presente nos filmes italianos sobrevive também dentro do território guasca. O filme em si, como destacou a comentarista, tratava do momento histórico (década de 50) em que as mulheres passaram a ter preocupações não apenas familiares como também profissionais. Como resgate desse aspecto, creio que o filme valeu. A seguir, fotos da sessão:


A mesa comandada por Alexandre Maccari

Cristine Zanella, a comentarista

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Os homens preferem as loiras, no Ciclo de Cinema Histórico

Nesta terça-feira tivemos o terceiro filme do ciclo sobre mulheres: Os homens preferem as loiras (EUA, 91 min., 1953), com direção de Howard Hawks. Apesar do barulho ensurdecedor do ar condicionado, que atrapalhou a sessão, o filme foi divertido. Era a historinha de uma loira apaixonada por diamantes, que procurava um homem rico capaz de cumprir seus desejos. A estrela da vez era Marilyn Monroe. Para uns, a loira (falsa, diga-se de passagem) é um símbolo feminista dos anos cinquenta. Para outros, uma jovem que contribuiu na construção da identidade da mulher como um objeto sexual. Concordando com a comentarista Paula Rafaela, ao contrário do título do filme, não ficou claro que os homens realmente preferem as loiras. Discussões à parte, aí estão algumas fotos de ontem:

Imagem que resume a idéia do filme


A mesa: Alexandre Maccari (mediador) e Paula (comentarista)


Paula falando sobre Os homens preferem as loiras

terça-feira, 31 de março de 2009

Vitória Amarga, no Ciclo de Cinema Histórico

Ontem tivemos o segundo filme deste ciclo: Vitória Amarga (Dark Victory), do diretor Edmund Goulding, de 1939. A responsável pelos comentários do clássico estrelado por Bette Davis, foi a minha amiga Viviane Bandinelli. O público girou em torno de 30 pessoas. A temática é sobre mulheres. A seguir, fotos da sessão:

Amanda (mediadora) e Viviane (Comentarista)


Presentes na sessão: Nielle, Guilherme e outro ser que não sei o nome.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O começo do XXI Ciclo de Cinema Histórico

Ontem inciou mais um Ciclo de Cinema Histórico. O vigésimo primeiro. O público de 46 pessoas foi bravo. O filme mudo A Caixa de Pandora, de 1929, dirigido por G.W. Pabst, durou mais de duas horas. E como o Cristian (comentarista) salientou, filme mudo para aqueles que vivem no século XXI é complicado. De qualquer modo, valeu conhecer um pouco sobre o tal de expressionismo alemão. No fim ainda sobraram 36 guerreiros!

Abertura comandada por Alexandre Maccari


A mesa: Cristian (comentarista) e Camila (mediadora)