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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

10 Anos da Editora Expressão Popular e 40 anos da morte de Carlos Marighella

A mesa formada por Diorge Konrad (à esquerda) e Paulo Aukar (à direita). Créditos: André Jobim

No dia 21 de dezembro, ocorreu na Sedufsm a comemoração dos 10 anos da editora Expressão Popular e a lembrança dos 40 anos da morte do revolucionário Carlos Marighella pela ditadura civil-militar em 1969.

Homenagem a Carlos Marighella. Créditos: André Jobim

Na ocasião, os palestrantes Diorge Alceno Konrad e Paulo de Tarso Aukar discutiram o tema "Marxismo na batalha das idéias", demonstrando a atualidade das idéias propostas por Karl Marx no que diz respeito ao atual sistema capitalista. No mesmo local foram colocados à disposição dos interessados, livros da editora para serem comercializados. A principal característica das obras, além da qualidade, são os baixos preços. Se você tiver interesse, pode dar uma olhada na lista de livros clicando aqui.

Cultura na Sedufsm: Música engajada ou alienante?

Da esquerda para a direita: o professor Edu Pacheco, do curso de Música da Unicruz (Cruz Alta) e também coordenador do projeto CUICA; o coordenador da mesa ue não lembro o nome; Oscar Daniel Morales, do curso de Música da UFSM; e Renato Molina, servidor da UFSM e músico da “Band on the run”. Créditos: André Jobim (14.12.2009)

Eu e Cláudia estivemos presentes na última edição do ano do projeto "Cultura na Sedufsm", que nessa oportunidade debatia se ainda há espaço para a música "engajada" nos dias de hoje. O texto abaixo foi escrito pelo assessor de imprensa da SEDUFSM, Fritz Nunes.

Debatedores questionam se há lugar para música engajada

Para um determinando ponto de vista, o que muitos artistas querem é mudar a sua estética para entrar no mercado de consumo, “vendendo um pouco da alma ao diabo”. Sob um outro prisma, o que seria preciso é repensar o formato da arte. Por que não existe espaço para a música de protesto, engajada? Será porque as pessoas não querem mais protestar? Essas são apenas algumas das idéias discutidas na noite de segunda, 14 de dezembro, durante a 40ª edição do Cultura na SEDUFSM.

No último evento cultural de 2009, a proposta foi discutir “Música engajada ou alienante?”. Participaram do debate o professor do curso de Música da UFSM, Oscar Daniel Morales, o professor de Música nas Universidades de Santa Cruz do Sul e Cruz Alta, Edu Pacheco, e o músico da “Band On the run”, Renato Molina. A coordenação ficou a cargo do professor do curso de Comunicação Social da UFSM, Rondon de Castro. Cerca de 20 pessoas prestigiaram a atividade.

O professor Daniel Morales, do curso de Música da UFSM, que tem uma história junto ao Movimento Nativista do Rio Grande do Sul, hoje é bastante crítico em relação a esse estilo. “No passado já tivemos orgulho de dizer que éramos nativistas e não tradicionalistas, mas hoje, infelizmente, no nativismo prospera a reprodução de um mesmo quadro. A mesmice tomou conta. As músicas se limitam a descrever o gaúcho tomando mate”, argumenta com bastante acidez. Para Morales, a música engajada politicamente praticamente desapareceu. “Será que somos acomodados, vendemos um pouco da nossa alma ao mercado ou somos reféns da indústria cultural”, questiona ele.

Mesmo não pretendendo apresentar respostas definitivas a tantas dúvidas, o professor Daniel Morales vê como uma das causas a ausência nas pessoas de um “espírito rebelde” aos moldes do que existia no final dos anos 60 e meados dos anos 70. “Havia uma rebeldia positiva, transformadora”, diz ele. Para o professor, a educação tem papel importante em todo esse processo. Citando o videoclipe que havia sido apresentado antes de iniciar o debate, da banda Pink Floyd (Another brick in the wall), Morales destacou que “se continuamos formando apenas tijolos para compor um muro, pessoas de pensamento uniforme, iguais, o que se pode esperar?”, questionou. (Leia a nota completa aqui)

Fritz Nunes - Assessor de Imprensa da SEDUFSM
Seção Sindical dos Docentes da UFSM
55.3222.5765 - 55.9923.7836

10 Anos do Práxis - Coletivo de Educação Popular

Painel de entrada do 4º andar do CCSH

Nos dias 10 e 11 de dezembro de 2009 foi comemorado o aniversário de 10 anos do Práxis, Coletivo de Educação Popular de Santa Maria. Atualmente ele está localizado no 4º andar do Prédio de Apoio do CCSH, na rua Floriano Peixoto. Embora ligado à UFSM, desenvolve suas atividades de forma independente, sempre propondo aos seus alunos uma visão crítica a respeito da sociedade atual.

Foto com educadores, ex-educadores e palestrantes. Eu estou no centro da foto com a camiseta do Grêmio.

Pertenci ao Práxis durante os anos de 2004 e 2005. No primeiro ano, apenas participei da confecção dos polígrafos de História, dando apenas algumas aulas juntamente com os colegas Cirilo Nunes e Nielle Villanova. Já em 2005, eu e Bruno Moraes coordenamos o trimestre de aulas anterior ao vestibular. Confesso que foi uma experiência de grande importância.

Os palestrantes

Mesmo não tendo participado do segundo dia das comemorações, pude comparecer à palestra do dia 10, que teve a presença dos professores Diorge Alceno Konrad e Paulo Aukar, que trataram do tema "Educação popular, trabalho e exclusão".

Diorge Konrad, professor do Curso de História

O professor Diorge, coordenador geral do projeto, fez da sua fala uma instigante provocação aos educandos e educadores que assistiam à sua fala. Aproveitou a oportunidade para destacar que aqueles que ali estivessem hoje, discutindo educação e exclusão, não se tornassem, no futuro, os defensores da atual lógica educativa que segrega e exclui, tal como faz o vestibular nesse momento.
PauloAukar, professor do Centro de Educação

Já o professor Paulo Aukar destacou o modo como acompanhou de fora os 10 anos de desenvolvimento do Práxis, salientando o papel crítico que a instituição desempenha dentro dos limites conservadores da UFSM.

Local da palestra: Auditório do 4º andar.

Ao fim das palestras, batemos uma foto (a primeira desta postagem) onde aparecem palestrantes, educandos, educadores e ex-educadores, como forma de registrar o momento de festa desta longa história de lutas do nosso querido Práxis.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

V Jornadas do GT Mundos do Trabalho RS (17 a 19 de junho de 2009) - Porto Alegre

Em meados deste ano estive na Jornada promovida pelo GT Mundos do Trabalho, que ocorreu em Porto Alegre. O tema foi "Trabalho, justiça e direitos". Estiveram presentes, além de alunos que pesquisam sobre a temática, professores universitários e palestrantes ligados à área do direito. Destaque especial para a professora Silvia Lara, reconhecida historiadora, a qual vi pela primeira vez. Além dela estavam presentes os professores de Porto Alegre, Benito Schmidt e Silvia Petersen; de Pelotas, Beatriz Loner; de Santa Maria, Diorge Alceno Konrad; de São Leopoldo, Paulo Moreira e do Rio de Janeiro, Cláudio Batalha. Lembro também do pesquisador e militante João Batista Marçal, que estava lançando seu livro na ocasião. Abaixo, publico alguns registros feitos por mim nos 3 dias de debates.

Mesa-redonda: "Trabalho, Justiça e direitos: fontes e acervos". Destaque: Profa. Dra. Sílvia Petersen (UFRGS)

Mesa-redonda: "Trabalho, Justiça e direitos: fontes e acervos". Da esquerda p/ direita: Prof. Dr. Paulo Moreira (UNISINOS), Prof. Dr. Henrique Espada Lima Filho (Coordenador Nacional do GT Mundos do Trabalho - UFSC) eProf. Dr. Diorge Konrad (UFSM - Coordenador Regional do GT Mundos do Trabalho)

João Batista Marçal, Marisângela Martins e eu, no lançamento do livro Dicionário Ilustrado da Esquerda Gaúcha - Anarquistas, Comunistas, Socialistas e Trabalhistas

Encerramento da V Jornada do GT Mundos do Trabalho - Conferência com a Profa. Dra. Sílvia Lara (Unicamp)

sábado, 28 de novembro de 2009

Lançamento da 2ª edição do livro Dossiê Ditadura - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) em Santa Maria

Na quinta-feira, dia 26 de novembro, os departamentos de História da UFSM e da UFRGS e a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do RS promoveram o debate/lançamento da 2ª edição do livro Dossiê Ditadura - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985). O evento ocorreu no auditório da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) e teve a participação de Criméia de Almeida, que esteve na Guerrilha do Araguaia; e Suzana Lisboa, mulher de Luiz Eurico Lisboa, irmão de Nei Lisboa, que militou na clandestinidade, teve passagem por Santa Maria e foi morto em São Paulo. Ambas pertencem ao movimento dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

O debate e lançamento do livro teve a coordenação do prof. do Departamento de História da UFRGS, Enrique Padrós e do chefe do Departamento de História da UFSM, prof. Diorge Konrad.

O vídeo que publico abaixo está com o aúdio muito baixo devido à falta de microfones no dia de evento. Mesmo assim é possível ouvir boa parte dos relatos.

Suzana Lisboa

Criméia de Almeida

A mesa formada pelo professor Enrique Padrós (UFRGS), Suzana Lisboa, Criméia de Almeida e Diorge Alceno Konrad (UFSM)

Vídeo:

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Encontro Estadual dos Educadores e Educadoras das Escolas da Reforma Agrária do Rio Grande do Sul (2009)

De 21 a 25 de abril, ocorreu na UFSM o Encontro Estadual dos Educadores das Escolas do Campo. Neste evento, educadores das escolas de acampamentos e assentamentos do Rio Grande do Sul dialogaram com alunos, professores da graduação e pós-graduação das universidades públicas, refletindo sobre os limites e possibilidades das suas práticas pedagógicas, de forma a aproximar as pesquisas.

O evento foi promovido pelo Centro de Educação UFSM, juntamente com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Ministério da Educação – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (MEC/Secad).

Mesa de debates

Mística

Na palestra de abertura, Ivonete Tonin (à esquerda) e João Pedro Stédile debateram educação e reforma agrária.

Crédito das fotos: André Vinicius Mossate Jobim (22/04/2009)

Vídeo: palestra de João Pedro Stédile em Santa Maria

Encontro de Educadores do Campo - 22.04.2009 - Palestra de João Pedro Stédile from viniciusjobim on Vimeo.

Ruy Carlos Ostermann e Duca Leindecker na Feira do Livro de Santa Maria

No dia 30 de abril de 2009 aconteceu a primeira edição do programa de entrevistas Encontros com o Professor itinerante, em Santa Maria. Ruy Carlos Ostermann veio até a Feira do Livro da cidade para conversar com o músico e escritor Duca Leindecker, seu convidado da noite. Após o bate papo, que começou às 19h, Duca Leindecker fez a tradicional canja musical. Em seguida, entrevistado e entrevistador autografaram suas obras. Tudo aconteceu na Praça Saldanha Marinho, na própria Feira do Livro, com entrada gratuita. O Encontros com o Professor ocorre quinzenalmente em Porto Alegre, e tem como objetivo valorizar expoentes da cultura brasileira pela sua trajetória e não por estarem presentes na mídia. A proposta é aproximar o público de temas e pessoas que circulam normalmente em espaços restritos e elitizados, por isso é um evento com entrada franca. Santa Maria já recebeu o Encontros com o Professor em 2008 e, agora, repetiu a dose. Foi a primeira cidade visitada da série especial de Encontros pelo interior do Rio Grande do Sul. Duca Leindecker nasceu em 05 de abril de 1970, em Porto Alegre. Começou a tocar aos 11 anos de idade. Desde então, construiu uma sólida carreira como instrumentista, compositor, produtor, cantor, escritor e, mais recentemente, como compositor de trilhas sonoras e diretor de cinema. No início dos anos 90, chamou atenção de Bob Dylan com o qual, a seu convite, viajou pelo Brasil. Foi escolhido o melhor guitarrista do ano pela crítica especializada por três temporadas consecutivas. Ganhou três troféus Açorianos de música e seu primeiro livro alcançou o terceiro lugar no ranking dos livros mais vendidos da 49ª Feira do Livro de Porto Alegre (ficção). É líder da banda Cidadão Quem. Atualmente dedica-se ao projeto “Pouca Vogal”, ao lado de Humberto Gessinger.