sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Cultura na Sedufsm: Música engajada ou alienante?

Da esquerda para a direita: o professor Edu Pacheco, do curso de Música da Unicruz (Cruz Alta) e também coordenador do projeto CUICA; o coordenador da mesa ue não lembro o nome; Oscar Daniel Morales, do curso de Música da UFSM; e Renato Molina, servidor da UFSM e músico da “Band on the run”. Créditos: André Jobim (14.12.2009)

Eu e Cláudia estivemos presentes na última edição do ano do projeto "Cultura na Sedufsm", que nessa oportunidade debatia se ainda há espaço para a música "engajada" nos dias de hoje. O texto abaixo foi escrito pelo assessor de imprensa da SEDUFSM, Fritz Nunes.

Debatedores questionam se há lugar para música engajada

Para um determinando ponto de vista, o que muitos artistas querem é mudar a sua estética para entrar no mercado de consumo, “vendendo um pouco da alma ao diabo”. Sob um outro prisma, o que seria preciso é repensar o formato da arte. Por que não existe espaço para a música de protesto, engajada? Será porque as pessoas não querem mais protestar? Essas são apenas algumas das idéias discutidas na noite de segunda, 14 de dezembro, durante a 40ª edição do Cultura na SEDUFSM.

No último evento cultural de 2009, a proposta foi discutir “Música engajada ou alienante?”. Participaram do debate o professor do curso de Música da UFSM, Oscar Daniel Morales, o professor de Música nas Universidades de Santa Cruz do Sul e Cruz Alta, Edu Pacheco, e o músico da “Band On the run”, Renato Molina. A coordenação ficou a cargo do professor do curso de Comunicação Social da UFSM, Rondon de Castro. Cerca de 20 pessoas prestigiaram a atividade.

O professor Daniel Morales, do curso de Música da UFSM, que tem uma história junto ao Movimento Nativista do Rio Grande do Sul, hoje é bastante crítico em relação a esse estilo. “No passado já tivemos orgulho de dizer que éramos nativistas e não tradicionalistas, mas hoje, infelizmente, no nativismo prospera a reprodução de um mesmo quadro. A mesmice tomou conta. As músicas se limitam a descrever o gaúcho tomando mate”, argumenta com bastante acidez. Para Morales, a música engajada politicamente praticamente desapareceu. “Será que somos acomodados, vendemos um pouco da nossa alma ao mercado ou somos reféns da indústria cultural”, questiona ele.

Mesmo não pretendendo apresentar respostas definitivas a tantas dúvidas, o professor Daniel Morales vê como uma das causas a ausência nas pessoas de um “espírito rebelde” aos moldes do que existia no final dos anos 60 e meados dos anos 70. “Havia uma rebeldia positiva, transformadora”, diz ele. Para o professor, a educação tem papel importante em todo esse processo. Citando o videoclipe que havia sido apresentado antes de iniciar o debate, da banda Pink Floyd (Another brick in the wall), Morales destacou que “se continuamos formando apenas tijolos para compor um muro, pessoas de pensamento uniforme, iguais, o que se pode esperar?”, questionou. (Leia a nota completa aqui)

Fritz Nunes - Assessor de Imprensa da SEDUFSM
Seção Sindical dos Docentes da UFSM
55.3222.5765 - 55.9923.7836

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